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OS MINERAIS E SUA SUPLEMENTAÇÃO DE BOVINOS À PASTOsábado, 06 de março de 2010Como uma das alternativas de viabilizar o custo de produção de bovinos em larga escala, o uso de pastagens tem sido um recurso bem utilizado de modo geral. No entanto, para que sejam alcançados os benefícios potenciais com esta alternativa, muitos fatores devem ser considerados, entre eles, a prática do manejo nutricional racional que é de extrema importância para gerar maior produtividade e rentabilidade. Em regime de pasto, os animais dependem exclusivamente das concentrações minerais que as gramíneas oferecem, sendo que as pastagens brasileiras fornecem uma quantidade muito limitada de alguns desses nutrientes, tornando-se necessário a suplementação complementar. Os principais minerais mais exigidos pelos animais são calcio (Ca), fósforo (P), magnésio (Mg), enxofre (S), sódio (Na), potássio (K) e cloro (Cl) e a carência de alguns desses, pode estar intimamente ligada com a baixa atividade microbiana ruminal, limitando a digestão da fibra da forragem e síntese de proteína microbiana pelo animal.

O cálcio (Ca) é o mineral mais abundante no organismo animal, corresponde à 2% do peso vivo, já no sangue está presente no plasma. As exigências de Ca são influenciadas pela idade, peso e tipo de produção, onde a absorção do mesmo por animais mais jovens é mais eficiente do que em animais mais velhos, porém necessitam mais, pelo desenvolvimento ósseo. Muitos estudos mostram que a relação Ca:P está entre 1:1 e 7:1, e geralmente as forragens são boas fontes de calcio, sendo que as leguminosa apresentam maior teor do mesmo em relação às gramíneas (NRC, 1996). O déficit desse nutriente em dietas de bovinos, pode ocasionar, raquitismo, alterações no desenvolvimento ósseo, retardo do crescimento, decréscimo na produção de leite podendo levar até à alguns casos de tetania em vacas leiteiras, (NRC,1996).Porém, se a quantidade de Ca suplementada for superior às exigências do animal pode melhorar o ganho ou a eficiência alimentar , por melhorar o ambiente ruminal reduzindo as variações do pH ruminal (Bock et al., 1991).

O fósforo (P) presente nas gramíneas pode variar de 38% a 54% a menos em relação ao período das águas, e devido essas condições de baixas concentrações de fósforo nas pastagens, a deficiência desse mineral em bovinos é bastante frenquente. Os problemas associados com a deficiência de P incluem: baixo consumo de alimento, apatia, baixo índice de concepção; parição difícil; baixa produção de leite e baixo peso ao desmame; diminuição no crescimento; má aparência, endurecimento das articulações “andar duro” e apetite depravado (Thonpson e Werner,1976).

São raros os relatos de deficiência de Magnésio (Mg) em animais mantidos em pasto no Brasil. A susceptibilidade dos bovinos à deficiência de magnésio acentua-se à medida que os animais avançam em idade, devido a uma dificuldade progressiva em mobilizar o mineral do esqueleto, e a uma redução da capacidade de absorção intestinal do elemento. O magnésio é extremamente importante, e está relacionado com o desenvolvimento ósseo, com a transmissão e atividade neuro muscular. Portanto a falta do mesmo pode causar, redução na digestibilidade da matéria seca, hipersensibilidade tácteis e auditivas, convulsões, tétano em vacas de corte em lactação podendo levar à morte (Underwood, 1981).

Enxofre (S) é um nutriente presente na fração proteica dos alimentos, porém o baixo teor no solo, pode refletir no conteúdo da planta. Os microrganismos do rúmen são capazes de converter o S inorgânico em compostos sulfurados para o crescimento da massa microbiana ruminal. Em caso de deficiência de S, a síntese de proteína microbiana é reduzida, e o animal mostra sintomas de má nutrição de proteína e também pode causar um aumento no nível de lactato no rúmen, sangue e urina. Uma relação NNP:S 14:1, é adequada para o bom funcionamento ruminal e é utilizado na complementação da proteína verdadeira na dieta de bovinos (Leite et al., 2003).

No geral, as pastagens são pobres em Sódio (Na), exceto a Brachiaria humidicola. As necessidades de Na são supridas através da suplementação de NaCl (sal comum) e em deficiências severas pode ocorrer paralisia muscular, hapetite depravado, fraqueza geral, perda de peso, baixa produção de leite, pêlos ásperos (Hafez and Dyer, 1969). A devida suplementação mineral de bovinos em pastejo é necessária e deve ser considerada como uma prática de manejo obrigatória para o produtor que visa aumentar a produtividade de seu rebanho e ao mesmo tempo não expor seus animais às carências minerais.

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